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Em Mogi Mirim, Tebet reforça compromisso com São Paulo: “Não se faz política sem olhar para o interior”

A três dias da eleição, candidata ao Senado defende o voto em Lula no segundo turno, critica o tarifaço que atingiu a indústria do interior e põe segurança pública, saúde regional e combate à violência contra a mulher no centro do mandato.

Em sua última agenda pelo interior de São Paulo, a candidata ao Senado Simone Tebet reforçou o compromisso com o interior paulista. Nesta quinta-feira (1º), a três dias da eleição, ela se reuniu com apoiadores em Mogi Mirim. “Não se faz política sem olhar pro interior. Eu sou filha do interior, eu fui prefeita do interior”, afirmou.

Emocionada, Tebet disse que a cidade a fez lembrar do próprio passado como prefeita. Contou que batia à porta de parlamentares e ouvia: “Quem é essa prefeita? Qual o tamanho da cidade dela?”. E completou: “Comigo não vai ter isso, porque eu já passei por isso. Se eu for eleita senadora, os 645 municípios do estado de São Paulo vão ter um gabinete à disposição”.

Em tom bem-humorado, deu um recado ao seu segundo suplente, o ex-prefeito de Araraquara Marcelo Barbieri (PDT): “Pode colocar as barbas de molho, porque suplente meu vai trabalhar, nem que seja de graça”. Segundo ela, prefeitos, vereadores e a sociedade civil terão uma resposta clara: “isso eu posso atender, isso eu não posso, isso eu vou lutar”.

Tarifaço e soberania
Tebet criticou o tarifaço americano e disse que a família Bolsonaro “foi lá pedir” a medida contra os produtos de Mogi Mirim, Piracicaba, Franca e de todo o interior paulista. “A nossa bandeira é verde-amarela, não é estrangeira, não é americana.” Ela defendeu que os minérios e as riquezas do país sejam processados aqui, “com o nosso trabalhador e a nossa trabalhadora ganhando melhores salários”.

“Capachismo”
Barbieri também discursou e disse que a campanha quer “unir as forças democráticas do Brasil”. “Unir aqueles que querem o bem do Brasil, e não a submissão, o capachismo do candidato da oposição ao seu Trump”, afirmou. “Não é esquerda ou direita. É quem é pela soberania, pela independência, pela melhoria da vida do nosso povo, como o Lula tem feito, ou aqueles que querem ser o 52º estado dos Estados Unidos.”

O ex-presidente da Associação Paulista de Municípios citou uma pesquisa da Folha de S.Paulo segundo a qual 59% dos eleitores ainda não definiram o voto para o Senado. Depois, convocou os apoiadores: “É a hora de pedir o voto, de casa em casa. O Brasil precisa da Simone no Senado, mas especialmente São Paulo e especialmente o interior de São Paulo”. E concluiu: “Nós, municipalistas, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e vereadoras, estamos unidos à candidata do municipalismo, que é a Simone Tebet”.

Segundo turno
Tebet relembrou a denúncia do orçamento secreto, a atuação na CPI da Covid e a candidatura à Presidência em 2022. Também reiterou por que apoia Lula mesmo tendo divergências com o presidente. “Aquilo que nos une ao presidente Lula é infinitamente maior do que aquilo que nos separa. É democracia. É soberania.” Ela citou o SUS, a casa própria e os programas sociais: “Estou ao lado de um presidente que gosta de gente”.

Segurança pública
A candidata alertou para o avanço do crime organizado no interior. “Nós não podemos deixar o Comando Vermelho entrar como está entrando no estado de São Paulo.” Ela também mirou o adversário: “Não podemos deixar a milícia subir a rampa do Palácio do Planalto. Flávio Bolsonaro anda com o crime organizado. Não sou eu, são os números, são os fatos”.

Mulheres e saúde
Tebet chamou o combate à violência contra a mulher de “a pauta da minha vida”. Ela foi a primeira mulher a presidir a Comissão de Combate à Violência contra a Mulher no Congresso. Lembrou ainda a aprovação da Lei do Feminicídio, em 2015, e a tipificação do estupro coletivo. Disse também que a regionalização da saúde será prioridade, com apoio às Santas Casas e aos hospitais filantrópicos, que ela tem visitado pelo estado.


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