Em podcast, candidata ao Senado por São Paulo diz que milícias e PCC já financiam candidaturas a vereador, deputado e agora senador, e defende ação conjunta da Receita Federal com inteligência artificial para “seguir o dinheiro”
A candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet alertou, em entrevista ao podcast Kritikê, que organizações criminosas estão financiando candidaturas para se infiltrar no Legislativo. “Muito cuidado São Paulo, porque hoje eles [políticos] estão sendo patrocinados para se elegerem senadores e transformar esse estado num estado em que as milícias e o crime organizado querem imperar”, declarou.
Segundo a ex-ministra do Planejamento e Orçamento, o crime organizado deixou de atuar apenas em atividades ilícitas e hoje lava dinheiro em negócios legítimos, como postos de combustível, citando a Operação Carbono Oculto como exemplo. “Eles não estão só nas atividades ilícitas, eles não estão só no armamento, eles não estão só nas drogas […] eles estão nas atividades lícitas”, afirmou.
Como estratégia de combate, Tebet defendeu prender “os chefões do crime organizado”, e não apenas os elos mais baixos da cadeia. “É o grande que coloca a arma na mão do bandido pequeno”, disse, propondo o uso conjunto da PF, PRF, Receita Federal e de inteligência artificial para rastrear o dinheiro do crime organizado.